sábado, 23 de abril de 2016

Barak Obama insta jovens britanicos a lutarem contra o xenofobismo

O Presidente norte-americano, Barack Obama, instou, este sábado, jovens a lutarem "pela mudança e pelo progresso" e a recusarem "o cinismo e o pessimismo", no segundo dia da sua visita ao Reino Unido.


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Em Londres, Obama participou numa sessão de perguntas e respostas com uma plateia formada por 500 jovens.
"Estou aqui para pedir que recusem a noção de que existem forças que não podemos controlar. Como disse John Fitzgerald Kennedy (falecido Presidente norte-americano): os nossos problemas foram feitos pelo homem e o homem pode resolvê-los", afirmou.
Na intervenção que fez, o Presidente lembrou que a segurança e os esforços para evitar atentados terroristas nos Estados Unidos e no Reino Unido são "um dos grandes desafios" e uma das "prioridades máximas".
O referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, que decorre a 23 de junho, não foi abordado, mas Obama deixou também um apelo aos jovens para rejeitarem "o isolacionismo" e a "xenofobia".
Questionado sobre qual será o seu legado como Presidente, Obama disse que só poderá responder dentro de 10 anos, mas considerou que se manteve "fiel a si próprio".
Referiu, no entanto, que sente "orgulho" de alguns feitos e apontou como exemplos as alterações introduzidas no sistema de saúde norte-americano e "salvar a economia mundial de uma grande depressão".
Neste encontro, o Presidente norte-americano defendeu o acordo de comércio livre que está a ser negociado pela União Europeia e Estados Unidos, conhecido como TTIP, e considerou que existem "barreiras" devido "aos interesses" particulares de cada país.
"Se conseguirmos (chegar a acordo), serão criados milhões de empregos (...) e haverá benefícios dos dois lados do Atlântico", indicou, reconhecendo que não é fácil alcançar acordos comerciais.
No domingo, Obama vai estar na Alemanha, onde será recebido pela chanceler Angela Merkel.

 


 
A  RFI intitula «PAIGC em guerra aberta» uma entrevista a Aristides Ocante da Silva, porta-voz dos contestatários que exigem a demissão imediata do Presidente do Partido, a quem acusam de nepotismo, enriquecimento ilícito e divisionismo, para além de responsável directo pela actual crise política. «Está a conduzir o Partido para uma situação caótica, em que a própria sobrevivência do Partido poderá estar em causa».

Foram as próprias bases do Partido que entenderam que Domingos Simões Pereira representa um «perigo enorme». «Há que parar e repensar o Partido. DSP deve demitir-se para que o Partido se reencontre». Aristides Ocante da Silva antecipa ainda um grave desaire no próximo pleito eleitoral, se o PAIGC continuar a ser gerido como propriedade privada do seu Presidente, a quem acusa igualmente de utilizar fundos de proveniência duvidosa para aliciamento e compra de consciências, a um nível nunca antes visto.

Mais incisivo ainda, neste contexto, se revela o editoriald'«O Democrata», que, num tom apocalíptico intitula o actual cenário como «Colapso Final». «O descomando, a falência da liderança visionária devido à anarquia vigente, o gritante défice de edifício institucional, levarão sem sombra de dúvida o PAIGC rumo ao colapso final» ou «o PAIGC está “doente” e refém de um sistema caduco, ultrapassado e contaminador. Nenhuma reforma, seja qual for a visão que tiver na base, terá sucesso com este partido onde reinam bajulação, intrigas, arte de mentir, incompetência. É hora de todos os guineenses, independentemente da cor partidária, pertença étnica ou religiosa, terem a coragem de responsabilizar este “gerador” de anarquia, de clientelismo, nepotismo e manipulação, pelo pesadelo que tem vindo a impor ao mártir povo guineense através de manipulação e corrupção de palavras.»

«A autodestruição será a única via da reforma». Lacónico. O que nasce torto jamais se endireita.

PRS: Comunicado a Imprensa

PAIGC & Partido da Renovação Social (PRS)
Bissau (PRS, 22 de Abril de 2016) – O Partido da Renovação Social vem através deste comunicado informar e esclarecer a opinião pública nacional e internacional sobre o que se segue: No passado dia 19 de abril, terça-feira, o Presidente da República através de uma mensagem sobre o estado da Nação, numa sessão extraordinária da ANP por ele convocada, fez uma abordagem geral sobre o panorama sócio-político do país, com particular incidência na atual crise político-parlamentar. A referida comunicação teceu considerações pertinentes e oportunas com as quais o PRS se congratula, porquanto, espelha a verdade e a realidade dos factos. 
Contudo, apesar da boa-fé do senhor Presidente da República, enquanto promotor dessa iniciativa, na sua qualidade de garante da Constituição da República, não conseguiu que o debate por ele proposto fosse realizado, em flagrante violação da Constituição, por parte do Presidente da Assembleia Nacional Popular ao subtrair um dos pontos da agenda do Presidente da República – o debate sobre o estado da Nação.
Como todos, certamente, sabem, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, o senhor Cipriano Cassamá, ato contínuo, ao término do discurso do senhor Presidente da República, na sessão extraordinária por ele convocada para dirigir uma mensagem e discutir o estado da Nação, e ainda no exercício das suas funções, anunciou publicamente, perante a Assembleia Nacional Popular, o corpo diplomático, a sociedade civil e restantes convidados ilustres, de que imediatamente iria convocar uma sessão extraordinária para debate do estado da Nação proposto pelo Presidente da República, o que não fez até à presente data.
Ademais, constata-se uma outra violação, por parte do Presidente da ANP, em desacatar a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, em, primeiro, permitir a presença, no hemiciclo, dos deputados, que alegadamente substituíram os 15 deputados reintegrados pelo acórdão n. 3/2016, violando assim o artigo 59 do Regimento da ANP, que obriga proceder à chamada dos deputados presentes para a verificação do quórum, e, também a não submissão da Proposta da Ordem do Dia ao plenário para a sua aprovação definitiva.
Outrossim, havendo necessidade de um esclarecimento sobre a campanha de desinformação que o PAIGC está a levar a cabo sobre os últimos desenvolvimentos da crise política por ele criada, o Partido da Renovação Social, assumindo as suas responsabilidades perante o povo guineense e a comunidade internacional não deixará de ser uma voz ativa para denunciar as manobras dilatórias, mas também, na esteira da defesa dos superiores interesses do povo, não permitirá que o PAIGC ponha em causa os valores da democracia, que sempre ajudou a erguer, e por isso, sempre se pugnará para a sua consolidação. Queremos informar que o nosso comportamento, pauta-se acima de tudo pelo rigoroso cumprimento da lei, e não na defesa dos 15 deputados do PAIGC, expulsos ilegalmente, como supostamente pretende fazer crer o PAIGC.
O PRS quer ainda informar que a questão sobre os antigos combatentes é uma questão nacional, que diz respeito a todos os guineenses, e não exclusivamente ao PAIGC, porquanto o PAIGC, durante a luta de libertação nacional funcionou como um movimento de libertação nacional, e não um partido de fação. Só agora se lembram da existência dos antigos combatentes? Nino Vieira não era antigo combatente, e no entanto foi assassinado em pleno exercício de funções? O coronel Manuel Saturnino foi demitido de funções enquanto primeiro-ministro, e é um ilustre antigo combatente. Que tamanha hipocrisia e demagogia sem limites que em nada abona o bom nome daqueles que, dignamente, deram a sua vida para a libertação da nossa querida pátria.
Volvidos mais de que o tempo necessário para um processo desta importância, o que aliás, o Partido da Renovação Social já esperava, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, igual a si próprio, como é o seu hábito, não só não cumpre com a palavra dada, obedecendo os ditames do diretório do PAIGC, como, com esta demonstração de desobediência e afronta ao Presidente da República e aos restantes partidos, quer implementar um clima de caos e desordem, para que em consequência se possa dissolver o parlamento guineense, onde o PAIGC já não detém uma maioria sólida capaz de aprovar os principais instrumentos de governação.
Sobre esta personagem, o atual Presidente da Assembleia Nacional Popular, o senhor Cipriano Cassamá, que durante a guerra de 7 de junho ajudou na criação de milícias, os AGUENTAS, além de muitas outras declarações incendiárias, contribuiu também para a queda do governo do CADOGO e de Domingos Simões Pereira. Também não podemos esquecer que foi o próprio que agudizou a tensão entre Nino Vieira e o General Tagmé Na Way que veio a culminar na morte de ambos, em circunstancias ainda por esclarecer. E ainda na atualidade, o senhor Presidente da Assembleia Nacional Popular foi promotor da tensão existente entre o Presidente da República e o então Governo de Domingos Simões Pereira, onde durante uma sessão na ANP, proporcionou um debate de urgência, onde nada mais se fez senão insultar publicamente o senhor Presidente da República, durante 13 horas seguidas transmitidas nos órgãos da comunicação social, facto inédito na nossa história política.
Todas estas barbaridades cometidas pelo senhor Cipriano Cassamá nunca tiveram consequências, mas, contudo, desta vez alertamos que terá a resposta merecida. Aliás, qual é a moral deste senhor Cipriano Cassamá, que em 2005, ao violar a disciplina partidária do PAIGC, juntou-se a mais 14 deputados para votar contra o governo do seu Partido derrubando o Governo de Carlos Gomes Júnior, que agora vem demonstrar uma falsa seriedade ao querer estar na linha da frente para espezinhar os seus camaradas, que mais não fazem do que reivindicar os seus legítimos direitos constitucionais. Tal como na altura, esta posição agora assumida pelos 15 também é igual.
O Partido da Renovação Social perante estes e outros factos aqui não mencionados, reserva-se ao direito de encetar diligencias no quadro dos dispositivos regimentais e constitucionais com vista a promover uma iniciativa parlamentar para a destituição do Presidente da Assembleia Nacional Popular ao abrigo do artigo 83 da Constituição da República.
O PAIGC e o Presidente da Assembleia Nacional Popular querem perturbar a réstia de paz e tranquilidade ainda reinantes, para que se instale um clima que justifique os seus intentos de insurreição e de golpe de estado, para que ele próprio assuma a Presidência da República e que o atual governo liderado pelo Eng. Carlos Correia continuasse a gerir assuntos do Estado até à realização das próximas eleições, como é a sua visível ambição. Em consequência, tudo farão para que não mais haja uma sessão no parlamento guineense, e não obedecerão o acórdão n. 3/2016 proferido pelo Supremo tribunal de Justiça, porque lhes é desfavorável.
É do conhecimento público de que o PAIGC ganhou as eleições legislativas e tem a maioria na ANP. Estranha-nos, no entanto, que não tenha conseguido aprovar o seu Programa e o Orçamento Geral do Estado. O que o PRS pergunta, é: Onde está a dita maioria? Se o PAIGC reclama a maioria que lhe foi atribuída nas urnas, porque é que ainda assim não é capaz de governar e garantir a paz social? Afinal, a maioria é real ou apenas nominal?
O que o PAIGC não informa ao povo guineense e a comunidade internacional, é que não basta uma maioria nas urnas para governar. Também é necessário garantir uma maioria efetiva, sem a qual, perante a nossa lei fundamental, um governo não entra em plenitude de funções. O que quer dizer que o atual governo é ilegal, por isso, não pode andar a fazer acordos e a assumir compromissos em nome deste povo, como é o caso da autorização de venda e exportação ilegal de madeiras, com o qual discordamos e instámos o ministério público para proceder um profundo inquérito sobre o caso. Igualmente, instamos sociedades idóneas, empresas e organismos internacionais a não celebrarem acordos e contratos com este governo, porque à luz do nosso ordenamento jurídico é ilegal.
O PAIGC, de modo persistente, tem vindo a tornar pública a sua intenção de não acatar o acórdão que devolve os 15 deputados à ANP. Estranha-nos que um partido que se arvora de democrático, vem publicamente pôr em causa o acórdão, só porque não lhe é favorável, indo ao ponto de pôr em causa a honorabilidade dos juízes. Esquecendo-se, no entanto, que o acórdão decidido a favor do PAIGC não foi alvo de questionamentos num passado recente por ninguém, antes pelo contrário, foi acatado por todos. Recordamos aos camaradas do PAIGC que qualquer acordão, seja de que natureza for, é de cumprimento geral e obrigatório. Quando a lei nos é favorável ela é considerada uma boa lei, mas quando não nos favorece a lei é má. É esta a lógica dos camaradas do PAIGC. A este propósito o PRS exige o cumprimento rigoroso das leis e o respeito pelos órgãos de soberania, assim como o respeito pelos nossos juízes.
Nesta mesma esteira, o que diria o povo guineense e a comunidade internacional, se fosse o PRS a desafiar as leis da República, incluindo as decisões dos tribunais, e a não acatar um acórdão do Supremo Tribunal de justiça?
Igualmente temos vindo a assistir, de modo descarado, o PAIGC e o seu Presidente a pedirem insistentemente eleições legislativas e presidenciais antecipadas. Em que condições? Nesta base, queremos afirmar que o PAIGC tem um plano previamente estabelecido para o golpe de Estado, afastamento ou liquidação física do Presidente da República, e doutras figuras incômodas, e, consequentemente, a assunção do poder pelo Cipriano Cassamá, como, o Presidente do PAIGC deixou entender na sua alocução.
O Partido da Renovação Social quer esclarecer ao Presidente do PAIGC, que não é pelo facto de ter sido exonerado como primeiro-ministro, facto que não é inédito entre nós e ainda por cima é constitucional, que poderá constituir motivo de bloqueio e de promover a crise geral no país, como tem feito. O principal fator do bloqueio do país tem um nome: Domingos Simões Pereira. Que não consegue ter uma relação institucional saudável nem com o Presidente da República, nem no interior do seu partido, onde já perdeu dois vice-presidentes, um secretário nacional, incluindo os 15 deputados, nem com tribunais e nem com os partidos políticos da oposição. Ainda por cima, para além de encorajar a desobediência civil ameaça destruir o PRS, o que registámos e tomamos boa nota. Estamos atentos e preparados e o futuro dirá.
Perante este cenário de bloqueio e de desobediência por parte do PAIGC e do Presidente da Assembleia Nacional Popular, o PRS exorta Sua Excelência, o senhor Presidente da República, enquanto garante do normal e regular funcionamento das instituições, no sentido de assumir as suas responsabilidades constitucionais, que nos permitam encontrar vias para a solução da atual crise político-parlamentar.
Antes de terminar queremos ainda responsabilizar o PAIGC e o seu Governo ilegal pelas sucessivas ondas de greves que têm causado vítimas mortais com consequências imprevisíveis para o país.
Por último, o PRS ainda apela a todos os seus simpatizantes, militantes, dirigentes e a população em geral, no sentido de se manterem atentos, firmes e convictos, e nunca se deixarem intimidar, na certeza porém de que o partido, saberá sempre estar na defesa, na vanguarda e na salvaguarda dos seus legítimos anseios, porque não mais permitirá qualquer tipo de atropelos, violação e violência de quem quer que seja.
Viva o PRS
Viva o Povo da Guiné-Bissau
Bissau, 22 de abril de 2016


NOTA DE ESCLARECIMENTO
Avelino Cabral - Resposta ao Comunicado do Sec. Nac. do PAIGC
Foi com enorme mágoa e muita tristeza que tomei conhecimento do teor do comunicado do Secretariado Nacional do PAIGC, datado de 21 de Abril de 2016, no qual sou acusado de supostamente ter ameaçado os dirigentes do meu próprio Partido (PAIGC), na última reunião extraordinária do Comité Central, realizada entre os dias 18 e 19 do corrente mês, Órgão esse de que sou membro de pleno direito.
Aliás, um documento distribuído à imprensa não contendo assinatura de ninguém, um facto que, por si só, demonstra a tamanha falta de profissionalismo, rigor e o desnorte que anda pelo Secretariado Nacional do nosso Glorioso Partido.
Perante tamanhas inverdades, sem nexos, não me resta outra alternativa que não seja lançar mão a este comunicado para esclarecer, em geral, a opinião pública nacional e internacional, e, em especial, os militantes do nosso Glorioso Partido PAIGC, repondo as verdades dos factos como elas realmente são, a saber:
• Participei na última reunião extraordinária do Comité Central do nosso Partido PAIGC na qualidade de membro de pleno direito daquele órgão máximo do Partido entre os congressos, usando da palavra nessa qualidade, bem como todos os presentes fizeram nessa reunião.
Sou Conselheiro de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, uma ocupação funcional de que tanto me orgulho, de igual modo que os demais membros de pleno direito do Comité Central presentes nessa reunião terem cada um deles a sua ocupação profissional.
Escusado dizer que ser Conselheiro de Sua Excelência o Senhor Presidente da República não dá direito a ter lugar cativo no Comité Central do PAIGC.
Aliás, de entre os meus pares Conselheiros sou o único com assento no Comité Central, órgão para qual fui eleito democraticamente no último Congresso do Partido realizado em Cacheu, em 2014;
• O teor do comunicado do Secretariado Nacional do PAIGC é falso, eivado de intriga e calúnia, visando apenas desviar a atenção da opinião pública do essencial, e foi tornado público numa vã tentativa de misturar o nome de Sua Excelência o Senhor Presidente da República em torno do debate que houve nessa reunião extraordinária do Comité Central, como bode-expiatório da crise que hoje assola o nosso grande Partido, que culminou com a perda da sua folgada maioria parlamentar, fruto de decisões unilaterais, ilegais e inconstitucionais da sua direcção;
• A minha intervenção na referida reunião do Comité Central do PAIGC foi clara e objetiva, apenas limitei-me a fazer uma radiografia daquilo que é a actual situação do nosso Partido e tudo pode ser confirmado na gravação áudio existente no nosso Partido e na posse do Secretariado Nacional.
Caso ainda haja uma réstia de honestidade intelectual do Secretariado Nacional do PAIGC, desafio-o desde já para a difusão pública do referido registo magnético da minha intervenção com vista ao apuramento da verdade dos factos;
• Em nenhuma ocasião, durante a minha intervenção, citei expressamente o nome de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, Dr. José Mário Vaz.
Apenas questionei ao Presidente do nosso Partido se se demitiria como tinha prometido numa das reuniões com os veteranos (antigos combatentes) membros do PAIGC, caso o nosso Partido viesse a perder a disputa judicial com os 15 militantes Deputados ilegal e inconstitucionalmente expulsos do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular (ANP).
A minha alocução crítica não teve o melhor acolhimento da parte da direcção do Partido porque andou contra a corrente numa reunião do Comité Central que mais parecia uma sessão de culto idolatra à personalidade do líder num estilo pouco recomendável para um partido que se quer democrático;
• Em relação as nossas Gloriosas Forças Armadas, a única referência que fiz é, em síntese, de que as forças da defesa pelo seu papel de equidistância consagrado na nossa Constituição da República não devem e nem podem tomar parte na crise que continua assolar o país.
Perante tal cenário de crise no interior do nosso Grande e Glorioso Partido PAIGC gostaria de garantir aos camaradas militantes e ao povo Guineense que continuarei fiel aos meus princípios íntegros, defendendo sempre a verdade e estar ao lado dos Guineenses e, não de interesses duvidosos com propósitos de bloquear o país em nome de benefício de grupinhos.
Quiçá, neste momento, estar em curso um processo sumário da minha expulsão do PAIGC, como é timbre desta direcção, sempre que vozes internas se levantam, aparece um grupo de fiéis que assumindo como Guardiões do Templo da idolatria à exigirem crucificai-o, crucificai-o, crucificai-o.
Viva o nosso Glorioso Partido PAIGC
Bissau, 22 de Abril de 2016.
Avelino Cabral
[Membro do Comité Central do PAIGC]

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Partido no Governo na Guiné-Bissau acusa PR do país de ser líder da oposição



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O líder do PAIGC, principal partido no Parlamento da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, acusou hoje o Presidente do país, José Mário Vaz, de ser "um verdadeiro líder da oposição" ao Governo.
Numa conferência de imprensa Domingos Simões Pereira, que analisava o discurso de José Mário Vaz no Parlamento na passada terça-feira, considerou que a atuação do chefe de Estado guineense "mais se assemelha a de um líder da oposição".
"Um convite ao Presidente: Queremos começar a ver o Presidente como o nosso Presidente e não como um líder da oposição. Ele é o primeiro magistrado da nação e não líder da oposição", disse Simões Pereira, em crioulo, perante os militantes na sede do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Para Domingos Simões Pereira, o discurso de José Mário Vaz no Parlamento "tem algumas partes de se louvar", mas, disse, apresenta elementos "que mais se assemelham ao discurso de um líder da oposição".
O líder do PAIGC afirmou que o chefe de Estado "demonstrou de forma clara" que se posicionou do lado dos 15 deputados deste partido mas que se encontram em rota de colisão com a direção.
Domingos Simões Pereira aconselhou José Mário Vaz a deixar funcionar o Parlamento, dentro das normas previstas na Constituição e no regimento, avisando-o de que cometeria um erro político ao pensar que "pode substituir a vontade do povo" guineense.
"O povo escolheu, nas urnas, o PAIGC e outros quatro partidos para legislarem no Parlamento e deu uma maioria absoluta ao PAIGC para formar Governo, portanto, não pode agora o Presidente substituir essa arquitetura feita pelo povo", defendeu Simões Pereira.
Para o líder do PAIGC, o melhor que o Presidente guineense tem a fazer é "perceber que não faz parte do jogo" entre os partidos, pelo que, frisou "nem vale a pena que calce as botas para o jogo", disse.
Quanto à possibilidade de José Mário Vaz demitir o atual Governo, Domingos Simões Pereira entende que seria "outro erro", pelo que aconselha-o a "guardar o decreto" (de exoneração) e trabalhe no sentido de promover a paz no país, observou.
Lusa.



JÁ COMEÇOU A OPERAÇÃO " SILENCIAR RÁDIO NOSSA" O MINISTRO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL MANDOU CHAMAR AO SEU GABINETE A DIREÇÃO DA RÁDIO NOSSA MAS AO CHEGARMOS LÁ OS TRÊS A SABER CONSTANTINO GOMES, ABDURAHAMANE TURE E DIAMANTINO LOPES RESPETIVAMETE, DIRETOR GERAL, DIRETOR DE ANTENA E CHEFE DE REDAÇÃO, O MINISTRO ORDENOU QUE EU É
OS PORMENORES JA A SEGUIR...
DIAMANTINO ABANDONASSEMOS O SEU GABINETE E QUE SÓ VAI FALAR COM O DG DA RÁDIO. ESTAMOS CA FORA E A CONVERSA CONTINUA LA DENTRO. JA HAVIAM PEDIDO TODOS OS DOCUMENTOS DA RÁDIO...

Terminou o encontro entre o Ministro da Comunicação Social e o DG da RN. história superficial é que, disse o DG da Rádio Nossa, que o ministro disse que nao pretende fazer pressão a rádio e muito menos tentar fecha-la, simplesmente quer pedir a radio alguma contenção para apaziguar os ânimos. Bem, meus senhores só por isso, não precisava pedir todos os documentos da rádio e nem seria necessário, correr com acompanhantes do DG ao gabinete do sr. Ministro. Mas, em relaçao a contençao, só temos a dizer que a RN é senão a única entre varias outras estações, que sempre permitiu que a voz das partes envolvidas seja ouvida pela maioria da população guineense.
Não vou mais dizer nada porque testemunhas são vcs leitores e ouvintes de todas as rádios do país.
ANOS NOSTA SON NONA SUKUTA
DIANTI KI KAMINHO
INA SIBIDU





quarta-feira, 20 de abril de 2016

Angola: FLEC reivindica emboscadas em Cabinda



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A FLEC-FAC reivindica confrontos com os militares e a morte de cerca de uma centena dentre eles desde finais de Fevereiro, após o anúncio de retoma da luta armada, para exigir negociações sobre o estatuto de Cabinda.
A 18 de Fevereiro Nzita Henriques Tiago presidente e co-fundador da FLEC anunciou a retoma da luta armada no Enclave de Cabinda, até que o Presidente José Eduardo dos Santos aceite negociar directamente com ele ou seus enviados uma solução para a instabilidade político-militar no enclave.
Desde finais de Fevereiro a FLEC/FLAC afirma ter morto uma centena de militares das FAA e reconhece apenas 3 feridos nas suas hostes. Os últimos ataques que deixaram 47 soldados mortos segundo a organização independentista, decorreram entre 9 e 15 de Abril em vários pontos de Cabinda.
A 4 de Abril por ocasião do Dia da Paz em Angola, a UNITA (principal partido da oposição) afirmou que não se pode falar de paz no país, enquanto persistir o conflito em Cabinda e apelou à criação de um fórum nacional de paz e reconciliação, para entre outros discutir a situação na província.
A FLEC-FAC saúdou esta iniciatica e insta o partido UNITA e a coligação CASA-CE a promoverem um debate na Assembleia Nacional a este respeito.

In-rfi

NOVO CODIGO DE ESTRADA ENTRA EM VIGOR

A Guiné-Bissau tem desde sexta-feira novo Código de Estrada que substitui outro que vigorava há 60 anos, portanto desde a época colonial. ...